Dor Crônica

 

A dor quando ultrapassa mais de 6 meses sem melhora ou que necessite tomar medicação para alívio mais que esse período, pode ser chamada de dor crônica.

A Enxaqueca é uma dor de cabeça crônica de característica pulsátil na região lateral da cabeça, frequentemente associado à nauseas e vômitos, visualização de luzes piscantes chamado de escotomas que aparecem em crises muito mais comum nas mulheres, que em homens. O tratamento se baseia em modificar os hábitos alimentares, atividades físicas e medicamentos. Para os casos mais resistentes lançamos mão da toxina botulínica (o Botox ®, como muitos conhecem) ou o bloqueio do nervo occipital, com bons resultados terapêuticos.

A Nevralgia do Trigêmeo é descrita como uma dor em choque, não continua de um lado da face, aparecendo várias vezes no ano, podendo piorar com o clima ou com situações de estresse emocional. É considerada uma dor neuropática, muitas vezes sem causa específica ou por compressão de uma artéria em cima do nervo. A dor pode ser controlada por medicamentos, por tratamento neurocirúrgico para descompressão ou para bloqueio do nervo.

A Dor Neuropática pode ocorrer em qualquer parte do corpo, frequentemente acometendo membros ou extremidades, mais comumente pós doenças ou lesão de algum nervo. A dor se caracteriza por choques, queimação, incomodo ao tocar com tecidos leves ou água, formigamentos e alguns casos alteração da cor e textura da pele. Os analgésicos comuns, na sua maioria são ineficazes. São exemplos a dor pós herpes zoster, pós trauma raqui-medular, pós amputação, polineuropatias e as nevralgias em geral.

O tratamento baseia-se em drogas anti-epilépticas, antidepressivos (por terem ação no centro da dor do sistema nervoso central), fórmulas para uso tópico local, além de abordagens não farmacológicas, como a fisioterapia analgésica. Quando há uma quantidade muito grande de uso de medicamentos ou necessite de uma medida paliativa (quando não se tem cura), lançamos mão de cirurgias, como exemplo mais comum o implante de bomba de morfina que leva a medicação até a medula ou o implante de um eletrodo que fica sobre a medula, chamado de eletrodo de neuroestimulação e consegue através de estímulos elétricos reduzir em 50% o quadro doloroso.

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