Doenças que afetam o equilíbrio e a marcha

 

A hidrocefalia de pressão normal (acúmulo de liquido no cérebro), comum nos adultos mais velhos leva a dificuldade de locomoção, quedas frequentes  por desequilíbrio e falta de controle da bexiga urinária. O tratamento se dá pela colocação de válvula (muitos chamam de DVP), no intuito de evitar o quadro de demência futura e melhorar a locomoção.

Lesões medulares, aqui podem ser tumores, traumatismos na coluna ou infecções que podem levar desde a paralisia de um membro à incapacidade de manter o equilíbrio ou de ficar em pé. O andar fica acometido, há perda da sensibilidade e retenção da urina na bexiga, que precise usar sonda. Técnicas de exames de ressonância têm cada vez mais auxiliado no diagnóstico. A maioria dos tumores são operáveis, bem como as fraturas da coluna com compressão da medula. As infecções ditas como Mielite,tem tratamento medicamentoso, porém com uma alta taxa de deixar sequelas como paraplegia ou tetraplegia.

O AVC (acidente vascular cerebral ou derrame) é um quadro súbito que ocorre por lesão de um vaso sanguíneo do cérebro com alta chance de levar a incapacidade de deambular ou manter-se em pé. Podem ser por hemorragia ou infarto de um território cerebral, normalmente associado aos fatores: o fumo, Diabetes não controlado e pressão alta. Pode afetar uma metade do corpo pela paralisia (hemiplegia), como apenas sinais de perda de visão, desorientação ou perda da fala. O tratamento é clínico e fisioterápico na maioria dos casos, porém pode ser cirúrgico para quadros de grandes hemorragias ou infarto extenso visualizado numa simples tomografia de crânio. A espasticidade, uma espécie de rigidez que ocorre tempos após o quadro de derrame, pode ser tratada com toxina botulínica (o Botox ®, como muitos conhecem) que também auxilia na reabilitação.

Polineuropatias são doenças que afetam os nervos, comumente das pernas levando à fraqueza, em quadros agudos como a doença de Guillain-Barre (algumas formas levam a paralisia da musculatura respiratória, e afetam os braços nos casos graves), e mais cronicamente pelo diabetes, alcoolismo e deficiência de vitamina B12. Os pacientes acometidos por polineuropatia motora necessitam de tratamento fisioterápico para ganho de força, como tratar a causa. No caso do Guillain-Barre é necessário realizar plasmaférese ou tratamento com Imunoglobulina Humana. A sequela é na maioria das vezes a incapacidade do equilíbrio, de andar e movimentar-se. Nas outras causas citadas, além da deficiência da força comumente acompanham de dor crônica que não melhoram com analgésicos comuns e necessitam de tratamento específico.

 

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